Penso ser a altura ideal para abordar o tema dos Mitos sobre o Email Marketing e em como esclarecer alguns pontos podem fazer a diferença nas tuas estratégias de marketing online.
Já não consigo contar pelas mãos as vezes que tenho lido que o “O Email Está Morto” ou no vulgar inglesismo “Email is Dead”. Até mesmo neste blog de marketing eu já escrevi sobre isso. Oh, por favor!
Mitos Mais Comuns Sobre o Email Marketing
Vamos expor rapidamente os Mitos de Email Marketing que costumo ouvir e ler com mais frequência e as minhas respostas para cada uma:
- Os jovens já não utilizam o email. – lamento dize-lo aos fatalistas do meio, mas isso não é verdade. Sim, a forma de utilização do email mudou e até os seus hábitos de leitura do mesmo, mas isso não significa que os jovens tenham deixado de utilizar os endereços de email. Antes pelo contrário, nunca houve tantos endereços de email como hoje mesmo que até seja motivado pelas redes sociais que praticamente exigem a criação de um endereço para poderem abrir um perfil.
- Hoje em dias, as redes sociais ocupam a preferência diária face ao email. – Sim, é verdade! Tens toda a razão, no entanto, mesmo assim, pelo menos uma vez por dia, metade dos utilizadores de internet mundiais verificam a sua conta de email. Wow… Mas sabes uma coisa? Uma das formas de crescer mais eficazmente o número de fãs nos perfis das páginas é através de email marketing. Complexo, verdade?
- Taxas cada vez menores de abertura do email marketing. – Mais uma vez é incorrecto. Há dois conceitos distintos neste ponto particular; O primeiro é que apenas se mede uma abertura de um email quando se descarrega qualquer tipo de imagem do servidor de controlo e como a maioria dos sistemas de email inibem o descarregamento automático, as pessoas lêem a mensagem em formato texto sem ser medida. O segundo conceito é porque as marcas não têm aprendido com o passar dos anos e continuam a enviar mensagens que não são relevantes para o utilizador.
- Quase Impossível de Chegar na Inbox dos Receptores. – Hummm… mais uma vez, se for relevante, tiver boas taxas de interação e uma boa reputação de sender, fica sempre nas posições cimeiras da caixa de correio dos teus subscritores (já agora, eles são TEUS subscritores, certo??)
- O Email já não dá o Retorno de Outros Anos. – Lamento desapontar-te mas eu continuo a obter cada vez maior retorno das minhas acções. O mesmo se passa com as marcas que são bem apoiadas por profissionais experientes. Sabes que está estimado um investimento de $ 2.468 Biliões de dólares em 2016? Ah, em 2011 foi de $1.51 Biliões de Dólares. Nota-se crescimento ou é impressão minha?
- O crescimento dos dispositivos móveis veio prejudicar…. Não, pára!! Não aguento mais tanta “imaginação”. Os dispositivos móveis só vieram aumentar a disponibilidade e a forma de aceder à nossa inbox. Sabes que a minha taxa actual de abertura em sistemas operativos móveis é de 31% do volume total? Portanto, não é que as taxas de abertura via desktop tenham diminuído. Até têm crescido, mas o factor móvel também está a aumentar drásticamente. Aproveita isso a teu favor.
- As pessoas odeiam receber emails comerciais. – Até pode ser que não gostem de receber as tuas mensagens caso não lhes envies algo que realmente desejam receber. A questão é relevância e respeito. Se respeitares os teus subscritores ao lhes enviar apenas o que lhes for relevante, então vão adorar receber, abrir e interagir com todo o teu email marketing.
- Existe um saturamento gigante de mensagens de email. – Talvez uma das maiores demonstrações de que o email não está morto e que tem uma posição reforçada na componente online é que existe uma tendência mundial de criação de startups apenas dedicadas a gerir e a filtrar os nossos emails.
Existem de facto muitos Mitos associados ao Email Marketing, mas o meu conselho neste aspecto é bastante simples. Se o que tem a publicar é válido, relevante e uma mais valia para o utilizador efectuar email marketing é rentável. Há pequenos truques de optimização que fazem toda a diferença, mas cerca de 70% do sucesso tem a ver com o conteúdo e com o facto de que estamos a fazer algo que os subscritores vão adorar ler ou interagir.
Se tivermos isso em conta, o impacto no nosso sucesso é por demais valioso para que se esteja a preterir face a outros meios mais “trendy” na nossa praça.
Se tens mais sugestões ou desejas partilhar a tua experiência connosco, podes faze-lo logo aqui abaixo nos comentários.
*foto gentilmente cedida por Vimages.

Boa noite,
Devo dizer que estou de acordo com o que foi publicado neste post. Sou estudante de ciências da comunicação e, na minha opinião, o email marketing continua a ser uma ferramenta muito útil na comunicação de produtos/marcas pois, tanto os jovens como os segmentos mais velhos continuam a utilizar e a verificar os seus emails frequentemente. No entanto, existem dois pontos que temos de ter em conta: o que queremos transmitir e qual é o nosso target.
A mensagem que o email transmite é muito importante. Como foi referido
no post, é importante que esta seja relevante e apelativa para quem a vai
receber. Normalmente o email marketing é muito útil para comunicar descontos .
Isto funciona muito bem porque as pessoas não têm de passar pelas lojas para se aperceberem, muitas vezes através do merchandising (vitrinismo, colocação de placards, etc), que existem descontos. Quando recebem este tipo de mensagens, os clientes vão sentir-se muitas vezes impulsionados a irem à loja. A Springfield, por exemplo, costuma enviar emails aos seus clientes e, se eles os imprimirem e levarem à loja têm direito a um determinado desconto nas suas compras.
Em relação ao target, normalmente os emails são enviados para pessoas
que estão inscritas numa base de dados porque, por exemplo, têm cartão de cliente de uma determinada loja e quando se inscreveram cederam o seu email. Assim sendo, partimos do princípio que estão interessadas em receber os emails. As empresas têm noção do seu público-alvo e do seu público efetivo e enviam mensagens apenas para essas pessoas porque sabem que, se enviarem emails aleatoriamente, o mais provável é que estes não sejam abertos.
Se for bem feito, o email-marketing pode ter efeitos benéficos na
fidelização (p.e., podemos enviar mensagens de natal customizadas para os clientes); na segmentação, pois podemos criar campanhas que se adaptem às necessidades dos clientes e à oferta da empresa; na medição de resultados, porque permite medir o impacto da campanha em tempo real e assim ter uma noção se os objetivos da empresa são cumpridos. Esta é também uma ferramenta de comunicação que brilha pela sua rapidez e baixo custo.
Boa tarde, Rui.
De facto, estamos perante os mitos do email marketing e considerando que é um das grandes ferramentas do marketing direto, esses mitos devem ser muito bem esclarecidos.
Quanto à utilização do email por parte do jovens, também considero que simplesmente mudou. Pessoalmente, vou ao email todos os dias e é, antes mesmo do facebook quem me põe a par das promoções, edições especiais, novos produtos. O facto é que, a mensagem massificada no facebook, por exemplo, nos faz sentir parte de uma cadeia gigante, que milhões de pessoas viram aquilo e que podem comprar aquele mesmo produto ou serviço. E não é isso que a maior parte dos consumidores deseja. Quer ser único, ter uma mensagem só para si, personalizada e individualizada. Apesar da mensagem poder ser a mesma para os clientes, é uma sensação diferente. O email é um meio mais pessoal, que só o consumidor acede. Numa mensagem no Facebook ou outro meio, é algo impessoal. Para um target, sim. Mas impessoal igualmente. Por isso, acredito que o email é uma excelente ferramenta, sobretudo para os jovens que se querem sentir únicos, diferentes dos restantes.
Se falarmos nas preferências das redes sociais face ao email, é verdade para a maior parte dos utilizadores. Mas se aliarmos isto com o último ponto, o da saturação das mensagens de email, julgo que as redes sociais estão mais susceptíveis à saturação do que o email. Claro que no nosso email, podemos ter centenas de mensagens de marcas, amigos, entre outros. Mas e nas redes sociais? Acrescentamos as publicações dos nossos amigos, o que esses amigos gostam, o que as nossas páginas favoritas dizem ou fazem ou o que as marcas comunicam. Somando tudo, temos uma gigante cadeia de mensagens, que por vezes, para conseguirmos encontrar algo realmente do nosso interesse, demoramos uma eternidade. É aí que a base de dados das empresas é importante: enviar ao cliente aquilo que, segundo o seu histórico de visualizações e compras, mais lhe interessa. E julgo que isto torna-se mais eficaz por email. Por outro lado, o facto das pessoas não gostarem de receber emails comerciais pode ser ultrapassado se, simplesmente as marcas, tal como diz, respeitarem o interesse dos consumidores. Ou seja, o interesse deles em receber determinado assunto e não afundar em dezenas de emails sem qualquer relevância para aquele cliente. Pessoalmente, não gosto de receber emails comerciais de marcas que não subscrevi, ou seja que obtiveram o meu email através da base de dados de terceiros. Partindo daí, dificilmente fico com boa impressão da marca. Assim, a marca não deve correr o risco de ir para o spam dos utilizadores, decorrendo daí uma avaliação negativa. É por isso o respeito, a grande palavra chave desta questão. Respeito pelo consumidor fidelizado que quer receber o que lhe interessa e respeito pelo potencial cliente, que não quer receber mensagens se ainda não subscreveu a marca.
Outro grande mito é, de facto, o do crescimento dos dispositivos móveis prejudicar o email. Se pensarmos em estudantes universitários que esperam pelas notas de determinada cadeira, ele está sempre ligado para saber em primeira mão os resultados, recebidos precisamente no email da faculdade (muitas vezes associado ao email pessoal). No caso de empresários, o email é uma ferramenta também primordial, sendo que os dispositivos móveis actuais permitem aceder em qualquer lugar à caixa de correio, ajudando a ultrapassar a dependência do computador para abrir o email. Como estes dois exemplos, há certamente muitos outros que demonstam que os dispositivos móveis vieram favorecer e potenciar o email.
Sempre que surge algo de novo, criam-se mitos em volta dos menos actuais. Por isso, é bom ter artigos como este que nos ajudam a desmistificar certas questões.
Liliana Mendes – 3º ano da licenciatura de ciências da comunicação – vertente assessoria
Boa Tarde Rui.
Concordo em tudo o que foi aqui dito, a respeito do mito de o e-mail marketing.
Como estudante de ciências da comunicação, e tendo uma cadeira curricular onde nos são leccionadas as várias estratégias de comunicação, não posso deixar de partilhar a minha opinião acerca deste tema.
Concordo em tudo sobre este tema, principalmente nos pontos de crescimento do e-mail marketing e no ponto em que há que ser objectivo no que queremos comunicar.
Muitos e-mails que recebemos nas nossas caixas de correio são realmente lixo, mas se tivermos um negócio que queremos realmente promover, vamos dar o melhor de nós para o comunicar e publicitar da forma correta. Há que ser objectivos no e-mail, há que definir se queremos comunicar uma redução de preços na marca ou produto, se estamos a fazer uma campanha de novas adesões, ou se estamos a fazer uma outra campanha de marketing directo. Acima de tudo há que definir muito bem o nosso público alvo, a customização do target considero que seja o ponto fulcral numa boa acção de e-mail marketing. Uma pessoa de “status” mais elevado não estará disposta a saber de reduções de preços, mas se receber um e-mail onde é transmitida que a adesão a um serviço de renome lhe trará acesso a outros serviços ou descontos a receptividade será diferente.
Relativamente ao crescimento desta ferramenta, julgo que foi tudo devidamente explicado. A nova geração de comunicação acede ao seu e-mail em qualquer local, a qualquer hora, como tal a visualização do e-mail será por norma feita pelo nosso público-alvo.