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Privacidade entre Anunciantes vs Consumidores

19/07/2020 by Rui Nunes Deixe um comentário

A privacidade está nos temas mais falados atualmente. Especialmente no que diz respeito à indústria do marketing e publicidade.
Porque paulatinamente, as pessoas começam a reinvidicar algo que sempre foi delas. A sua legítima privacidade.

Contudo isto tem levantado uma enorme comoção por parte da indústria porque até ao momento, tinham usado e abusado da privacidade da sua audiência como bem entendiam. Aliás, as métricas e KPI estão baseadas em fatores que, se as pessoas usarem os seus direitos, ficam obsoletos. Simplesmente não contam nas tabelas de excel que servem de base aos seus relatórios à administração.

Como assim, o número de pessoas que podemos fazer retargeting baixou drasticamente? E porque não podemos agora saber que páginas web eles viram mais e de forma recorrente?

E como as equipas de marketing são analisados em KPI que são impactados por um simples “Não” na forma como as pessoas são rastreadas, podem ver os seus lugares em risco. Isto, se a administração não entender este novo paradigma e simplesmente criar outras formas de medir a performance da sua equipa de marketing.

Privacidade entre Anunciantes vs Consumidores pré Web

Temos que fazer um esforço para nos lembrarmos de como era gerida a privacidade dos utilizadores/consumidores antes da chegada da Internet. Neste momento, devemos ser mais os que nasceram já nesta conjuntura. Mas pensa um pouco para lá do que consegues medir via dados digitais. Como medes a audiência que vê o outdoor? Ou o anúncio na revista X vs o do jornal Y? Cada canal dá-te audiências “estimadas”. São baseados em cálculos potenciais de audiência extrapolados de algumas contagens gerais. Ou seja, não são dados concretos e ao pormenor. São estimativas.

A única forma de certa forma “invadir” a privacidade dos consumidores seria através de painéis de audiência. Contudo, não se poderia definir como invasão de privacidade pois apenas poderiam pertencer a estes painéis de audiência caso tivessem aceite previamente fazer parte do mesmo. O mesmo quando é feita uma sondagem telefónica para apurar o “sentimento” face a uma marca. Existe um consentimento prévio.

A única forma de existir uma violação de privacidade de dados seria se uma determinada empresa, facultasse os dados que tinha sobre os seus clientes ou consumidores a um terceiro, sem o devido consentimento dos mesmos. E isso, certamente terá sucedido em inúmeras ocasiões.

Privacidade entre Anunciantes vs Consumidores em plena Web

A forma que se encontrou de “vender” o investimento a ser efetuado online foi que os dados seriam 100% medíveis e ao utilizador. Finalmente, os anunciantes teriam dados concretos e reais sobre o que sucedia com o investimento em marketing e publicidade que efetuavam num canal.

Posso dizê-lo com toda a segurança porque fiz parte dos que em plena altura dot-com, nos anos 90 e de 2000 em diante, tentávamos captar o interesse dos anunciantes que viam a internet com muita desconfiança. Conseguir umas décimas do budget que destinavam aos meios já standard era uma tarefa hercúlea. Todavia, que argumentos pode um diretor de marketing apontar quando consegues comprovar que tiveste MESMO 40.000 pessoas a ver a tua marca vs uma mera estimativa?

E assim, paulatinamente, os budgets começaram a derivar para o que viria a ser a Meca dos números, dos dados, do tangível.

Evolução sem Regras

Com todo o grande poder, vem a grande responsabilidade. Foi dada grande margem de manobra às empresas tecnológicas para que o seu avanço não ficasse prejudicado por grandes burocracias. Contudo, isso igualmente levou a grande abuso por parte das mesmas na utilização dos dados dos seus utilizadores. Ficou a ser considerada uma moeda de troca.

Dê-nos acesso a uma parte da sua privacidade e nós damos-lhe acesso a informação ou entretenimento que procura. O maior problema, no meu ponto de vista, prende-se na forma como essa troca estava e está a ser comunicada. Na grande maioria das vezes, o utilizador não sabe o quanto está a partilhar da sua privacidade, as suas consequências e em troca do quê. Pior, utiliza-se de grande entraves e dificulta-se ao máximo a forma como o indivíduo pode condicionar esse acesso à sua privacidade.

Um bom exemplo disso é quando acedemos a um site e temos a informação dos cookies que nos querem inserir no navegador. Isto quando nos injetam todos os cookies sem ainda termos dado a devida autorização. Mesmo quando acedemos ao detalhe dos cookies que nos querem inserir nos navegadores, tornam imensamente difícil recusa-los a todos, se for essa a nossa decisão. Imaginem ter que recusar manualmente por já estarem pré-seleccionados, mais de 300 cookies diferentes.

A Maré está a Mudar

Paulatinamente a “maré” está a mudar e a providenciar aos indivíduos, o poder sobre o que desejam fazer com a sua privacidade. Iniciativas como a Google Privacy Sandbox ou o mais recente update previsto da Apple iOS 14 no que concerne a privacidade dos seus utilizadores, são um bom exemplo.

Neste último update previsto de iOS, o utilizador vai ver claramente um pop-up com toda a informação que uma determinada app vai saber sobre o que fazemos. Inclusive, o que isso implica em termos de publicidade dirigida, retargeting, entre outros. Até mesmo a localização precisa já não será permitida, ficando apenas disponível uma localização mais abrangente.

ios14 safari privacidade

Em resumo, vai tornar a vida dos que se baseavam nestas métricas muito mais difícil. No meu ponto de vista apenas temos que nos culpar a nós próprios. Fomos nós, anunciantes, marketers, plataformas que criaram esta situação. Usámos e abusámos destas facilidades para vasculhar a vida da nossa audiência em nosso proveito. Ao invés de usarmos essa abertura para realmente entregarmos informação e anúncios relevantes, como apregoamos, apenas injetamos o que nos é pedido pelos contratos de publicidade. Queremos “massacrar” a nossa audiência com a nossa marca até que uma de duas situações ocorram. Ou nos amam ou nos odeiam. Qual achas que será a consequência mais comum?

Saber medir a eficácia

Hoje em dia, saber medir a eficácia das nossas campanhas, ações de marketing e comunicação vai passar novamente por um momento muito similar ao que existia pré-web. Confiar na estratégia, medir a evolução de vendas e estabelecer objetivos de médio-longo prazo. Certas coisas poderemos medir rapidamente, como a qualidade e entrega de leads face ao investimento, contactos no website ou através dos canais para o efeito. Outras, teremos que confiar no processo, nos profissionais que gerem a nossa marca e finalmente, nas vendas concretizadas.

Como disse Dave Gerhardt – CMO da Privy:

How to measure marketing 101:

Sales.

 

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Google Privacy Sandbox e o Que Isso Representa Para Todos Nós

17/01/2020 by Rui Nunes Deixe um comentário

Por esta altura já deves ter ouvido ou lido sobre o projeto Privacy Sandbox da Google. Em termos leigos e sem aprofundar muito tecnicamente, até porque ninguém fora da Google pode descrever com exatidão tudo aquilo que vai impactar, passamos a explicar.

Esta iniciativa da Google foi mencionada no blog oficial da marca em Agosto do ano transato. O seu destino seria precisamente seguir uma tendência que se verifica mundialmente de os indivíduos quererem ter (imagine-se) maior controlo sobre a sua privacidade.

Até ao momento, a forma dos sites, sistemas de login, plataformas, redes sociais, etc, conseguirem identificar e mesmo funcionar devidamente para a nossa experiência de navegação era através de cookies. Cookies esses que igualmente servem para monitorar de alguma forma a nossa navegação e poder ser utilizada para estratégias de segmentação, retargeting e anúncios em plataformas de programmatic.

A Apple tomou a iniciativa de bloquear por defeito os cookies de tracking de terceiros. Logo a seguir a fundação Mozilla fez o mesmo no seu conhecido browser Firefox. Já o browser mais utilizado mundialmente, o Chrome da Google demorou mais em implementar medidas similares porque iria prejudicar em grande medida a sua maior fonte de receita: a publicidade.

O Google Privacy Sandbox e suas implicações

Sendo o Chrome o browser mais utilizado mundialmente, torna-se ainda mais importante saber que implicações terá esta medida para as nossas estratégias de marketing. Apesar de realmente, ninguém saber exatamente a forma como filtra a forma como poderemos aceder ao tracking de impacto das nossas campanhas, pelo menos sabemos que estão criadas API que nos irão possibilitar medir alguma eficácia.

Ao invés de cookies, irá recorrer a tecnologia similar à base de tokens que pelo menos para serem criados terá que solicitar a permissão ao utilizador uma primeira vez para que sejam ativados.

Outra das features que mencionaram proporcionar é dedicar uma espécie de plafond de dados a cada site. Ou seja, imaginemos desta forma. A Google providencia a cada website ou propriedade web, um plafond de X dados que lhe permitirá recolher. Gasto esse plafond, por aquilo que percebi, fecha a “torneira” de dados recolhidos e o website fica sem acesso à totalidade do que é efetuada via este navegador no seu próprio website.

Finalmente, terá igualmente uma forma de dizer ao anunciante ou ao website se a pessoa viu o anúncio X, Y ou Z, se comprou o item, subscreveu um programa, etc. Mas desde que agora se ative uma forma de tracking via API própria da Google. E isso quer dizer que temos de “confiar” que os dados sejam legítimos.

Confuso? Pois… Esse é o sentimento geral. Essa incógnita é o que tem deixado muitos profissionais em todo o mundo com os cabelos em pé.

Segundo a Google a grande vantagem desta feature é que ao invés de guardar esta informação nos servidores centrais da empresa, será por sua vez guardada em cada dispositivo que utilizamos de momento. O nosso laptop, computador, telemóvel, etc. Assegurando (em teoria) a nossa privacidade e controlo dos dados porque estariam fisicamente no nosso poder.

De qualquer forma, se for acedido de forma displicente pela Google e poder ser usada de forma a que nos impacta sem nosso conhecimento, essa forma de alojar os dados é relativa.

Maior Impacto previsto do Google Privacy Sandbox

A discussão que tem impactado todos os sectores sobre esta matéria é que esta iniciativa pode criar ainda mais domínio e monopólio da Google sobre a nossa presença online. Afinal, isto pode resultar na criação de um sistema standard (controlado pela Google) de identificação e utilização de dados para efeitos de comunicação e publicidade segmentada. Tornaria muito difícil qualquer concorrência combater esse conhecimento interno e a forma de chegar aos mesmos dados de forma nativa como o Google poderá.

Estou expectante para determinar o que isto poderá significar no futuro próximo. E tu? Qual a tua opinião sobre o Google Privacy Sandbox?

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CTT E-commerce Day – Principais Insights

08/11/2019 by Rui Nunes Deixe um comentário

Hoje foi realizado o CTT E-commerce Day para abordar o tema do e-commerce e o que de melhor se faz neste sector em Portugal, com exemplos internacionais.

Os painéis prometiam, pelo nome das marcas presentes e pelo percurso profissional dos seus representantes no evento.

A plateia ficou bastante recheada, esgotando muito rapidamente este evento o que demonstra o interesse por parte do mercado neste sector.

Mas passemos rapidamente ao teor dos conteúdos apresentados.

CTT E-commerce Day com Report 2019

Primeiro foi a vez do Diretor de E-commerce dos CTT, Alberto Pimenta, de apresentar os key insights do E-commerce Report CTT 2019. Podem aceder ao mesmo através do link anterior e reflete os resultados do estudo anual efetuado pelos CTT do panorama do e-commerce.

Do estudo, destacamos alguns pontos que não são nenhuma surpresa para quem estuda o sector com alguma atenção.

Dispositivos Móveis em E-commerce

Se já seria normal pensar que num processo de pré-compra, as pesquisas de produtos seriam efetuadas na sua maioria em smartphones, o que poderá surpreender é que no momento da compra online, os smartphones já ultrapassam nas compras efetuadas noutros dispositivos. É um fenómeno presente há mais tempo noutros países, mas é interessante verificar que Portugal também já apanhou essa tendência.

Segundo este estudo, 86% dos ebuyers usam este dispositivo na pesquisa de produtos. Cerca de oito em cada dez ebuyers compra pelo smartphone.

E-commerce com Smartphone em Portugal

CTT E-commerce Report 2019

Aliás, nas apresentações posteriores foi quase unânime que as marcas tiveram que colocar a mobilidade e velocidade em primeiro lugar na hora de evoluir as suas lojas online.

Razões de Optar pela Compra Online

Como se pode depreender pelos resultados do estudo, a razão principal pelas pessoas optarem pelas compras online é obviamente, o preço.

O e-commerce cresceu 17% em 2018 em Portugal para uns impressionantes 5 mil milhões de euros. 46% das população já compra online o que já nos coloca na média dos Países do Sul da Europa. O problema para as lojas portuguesas ainda continua a ser que a maioria das compras são feitas em lojas internacionais. A China é das que surge em primeiro seguida da Espanha e Reino Unido. Há aqui muitas lacunas em termos de oferta e acima de tudo de preço.

Razões para a compra Online em Portugal

CTT Ecommerce Report 2019

Razões para Não Concluir a Compra Online

Não irei me alongar muito mais porque poderás aceder aos conteúdos todos no estudo mencionado acima. No entanto, será de realçar só mais este gráfico que aponta as principais razões para as pessoas não concluírem a compra online.

Razões para não concluirem a compra online

CTT E-commerce Report 2019

Como se poderá depreender, o acréscimo de custos de portes de entrega no momento do checkout é talvez o elemento mais dissuasor. No entanto, é importante realçar o que a Rossana Gama mencionou no evento no seu painel. Segundo a Head of “quem disse berenice” Portugal (marca do grupo Boticário), uma das principais condicionantes e abandono de carrinho em Portugal era o desconhecimento da marca e insegurança no momento da compra. A consumidora portuguesa é mais racional e não é tão impulsiva no ato da compra. Logo, há que estudar o mercado onde está a comunicar e vender antes de assumir que a razão é a mesma de todas as outras lojas online.

Devo dizer que a forma como a Rossana Gama abordou o tema na sua intervenção foi bastante interessante porque expôs as principais causas do insucesso inicial do projeto de loja online. O que aprenderam com esse processo e a intensa remodelação interna e da loja em si para corresponder a esses insights. É refrescante ter este nível de abertura para que a audiência compreenda que tudo é um processo. Uma das razões apuradas era especialmente o nível de desconfiança da consumidora portuguesa face a um site que pouco lhe dizia em termos de marca e sensação de segurança no momento da compra.

Temos que aprender com todos os insights que vamos apurando e atuar em cima desses conceitos para atingirmos o sucesso previsto.

Internacionalização é ainda uma Dor de Cabeça

Tivemos igualmente oportunidade de ouvir duas marcas com aposta na internacionalização, a Science4You e a 360imprimir, que mudou de nome recentemente para os mercados onde ainda não tinha entrado com o naming tradicional. Miguel Pina Martins, CEO da Science4You mostrou-nos como um projeto que foi iniciado um pouco “forçado” ainda na altura da faculdade se tornou mais tarde o sucesso que todos conhecemos. É caso para dizer que devemos aproveitar o que o mundo nos dá como oportunidades se realmente estivermos atentos e fizermos acontecer. Demonstrou assim que apenas com alguma perseverança e coragem pôde lançar-se num meio no qual não tinha formação específica para tal. Aprendeu tudo no meio do processo e incentivou mais pessoas a seguirem os seus passos.

Já Sérgio Vieira, CEO da 360imprimir abordou o tema de outra perspetiva. Demonstrou para onde está a ir e as complexidades de uma internacionalização. Confessou que esteve prestes a fechar as atividades no Brasil devido à diferença de conversão em vendas nesse País e como a sua localização (adaptação ao mercado) surtiu o efeito desejado. Hoje em dia será talvez o seu mercado mais importante. Internacionalizar não é apenas traduzir os nossos conteúdos para a língua em questão. É ter equipas locais que entenda o mercado e sabe o tipo de conteúdos, “tone of voice” e vicissitudes do País. O sistema de logística na Europa e a diversidade de sistemas de pagamento em cada País também é uma dor de cabeça para quem quer atingir esses mercados para ombrear de igual para igual com a concorrência local.

Passo-a-Passo para um E-commerce Vencedor

Muitos mais insights e palestras foram bastante interessantes mas não poderei abordar tudo apenas num artigo. Assim, vou apenas destacar mais estes temas que me pareceram importantes de realçar. Quando se pensa em criar uma loja online e depois de vermos o que é necessário em termos de infraestrutura tecnológica, know-how, equipas e investimento, tendemos a ficar um pouco desencorajados. Não sabemos se vai mesmo valer a pena especialmente no tempo de implementação de algo desta magnitude.

Mas Fábio Teixeira, Responsável de E-commerce da Leroy Merlin, deixou bem patente que se trata de efetuar “baby-steps” numa filosofia de implementação Agile de forma a irmos tendo versões ativas. Depois é uma questão de irmos ativando evoluções e upgrades de forma consistente. Ao invés de querer ter desde logo a melhor loja online do mundo, há que ver qual é o MVP (Minimum Viable Product) da nossa loja e coloca-la no ar. Aprender com essa análise do que vai ocorrendo e estar sempre a introduzir melhoramentos até que se torne no produto que desejamos mais à frente.

Pedro Santos, Head of E-commerce da Sonae MC também foi claro nesse aspeto. Querer fazer tudo o que é trendy não funciona para todos os objetivos. Foco no cliente e na sua experiência é essencial para atingir aquele nível de satisfação desejado. Alcançar a fidelização desse cliente à base de confiança e de rapport de experiências passadas através do serviço.

Em Resumo…

É muito positivo que uma empresa que está no mercado há tantos anos como os CTT tenha este espírito que querer estar na linha da frente da inovação na prestação dos seus serviços. Tem neste momento recursos para se tornar um parceiro importante para qualquer e-commerce que queira operar em Portugal.

O nível de conhecimento que têm do mercado nacional e do espectro do consumidor localizado é por si só um addon importante para uma loja de e-commerce nacional.

Existem bons exemplos de e-commerce em Portugal e acima de tudo bons players que apoiam em todos os níveis de serviço. Desde logística, faturação, tecnologia pagamentos ou divulgação. O primordial é focar no cliente, nas suas necessidades e não ficarmos acomodados porque os hábitos de consumo dos clientes estão sempre a mudar. Temos que acompanhar as tendências e acima de tudo o que faz o nosso consumidor nos escolher em detrimento das demais opções.

Isso implica estar atento aos dados e análise que efetuamos constantemente e evoluir mediante esses insights. A nossa experiência pessoal não é para aqui chamada. Lembra-te que o teu cliente não é necessariamente igual a ti. Baseia-te nos dados que te são dados pelos clientes reais e faz muitos testes e análises na hora de tomar as decisões.

Se me for possível irei debruçar-me sobre este tema mais à frente para poder partilhar mais estratégias com case studies concretos. Até lá, obrigado por estares desse lado e por teres lido até aqui. 😉

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Bots inflacionam as taxas de engagement nas redes sociais

15/10/2019 by Rui Nunes Deixe um comentário

Segundo o relatório publicado pelo WSJ, algumas marcas têm usado mensagens automaticamente geradas por bots (pequenas automações). Assim gamificam o algoritmo das redes sociais e atingem maior engagement.

Isto só por si é altamente interessante. Não apenas porque algumas marcas o puderam fazer para promover um produto que alguns apontam como prejudicial à saúde, mas acima de tudo porque foi… possível.

Vezes e vezes sem conta as empresas de social media têm vindo a público manifestar que tudo estão a fazer para evitar que as pessoas sejam influenciadas por terceiros nas suas redes. E continuamente estas notícias surgem a lume. Tal como Cambridge Analytica, pelos vistos qualquer marca com algum investimento consegue ludibriar o sistema que dá maior ou menor visibilidade às publicações nessas mesmas redes.

Bots altamente eficazes

Segundo as suspeitas avançadas, estes bots conseguiram não apenas simular interações entre publicações para ganhar mais alcance como ainda criar essas mesmas publicações. Estamos a falar de substituição por completo dos gestores de redes sociais humanos. Lá se vai mais um posto de trabalho. 😉 Brincadeiras à parte, torna-se impressionante ver como um pouco de programação e automatismos podem produzir conteúdo com esta capacidade de propagação.

Isto leva a conclusões mais abrangentes. Certamente que neste caso levantou alguma preocupação porque se trata de divulgação de um produto (cigarros eletrónicos) envolto em polémica. Mas se pensarmos noutras utilizações deste conceito, dentro em breve a maioria do que vemos nas redes sociais e a ter maior sucesso será criado por Inteligência Artificial.

A questão prende-se acima de tudo sobre quais soluções adotar para que não suceda no futuro. Acredito que as empresas por trás das redes sociais estão a fazer de tudo para evitar que este tipo de coisas suceda porque cedo ou tarde acabará com o seu negócio. Mas como fazê-lo sem acabar também com as ferramentas que calendarizam e publicam atualizações através de APIs de ligação? Ferramentas como Buffer, Sprout Social, Tweetdeck são super úteis para empresas que necessitam de preparar os seus posts regulares.

Os Bots serão perigo para a sociedade?

Como em tudo, a tecnologia pode ser utilizada para o bem ou para o mal. E o maior perigo neste caso dos bots é que podem ser utilizadores para influenciar a população a tomar decisões que de outra forma não sucederia. Refiro-me a eleições, sentimento racial, económico ou partidário. Qualquer que seja o interesse de pessoas com este nível de sofisticação poderá levar a cabo uma “lavagem cerebral” na população.

E para as marcas? Se um concorrente quiser prejudicar as Marcas B e C poderá fazê-lo através da mesma técnica e semear suspeitas, calúnias através de uma rede de bots. É perigoso se for utilizado para o mal. No entanto, numa filosofia eticamente responsável, seria uma forma interessante das marcas terem sempre conteúdo interessante perante a sua audiência e passar pelos filtros impostos pelas redes sociais.

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O Mercado em Pânico com o Bloqueio por Defeito dos Cookies pelo Firefox

25/09/2019 by Rui Nunes Deixe um comentário

Há cerca de três semanas o Firefox implementou o bloqueio por defeito de todos os cookies através do seu browser. Basicamente, delegou no utilizador se ele aceita ou não que os cookies sejam injetados no seu navegador. Aliás, tal como é até definido pela RGPD.

E o que são Cookies, poderás perguntar?

Os cookies são assim denominados porque são pequenos ficheiros informáticos que se hospedam no nosso aparelho (seja desktop ou mobile) para guardar informação de identificação. A ideia é que isso ajude a que a nossa navegação e pesquisa seja o mais personalizável possível. São esses ficheiros, por exemplo, que permitem que não tenhas que fazer login de todas as vezes que mudas de página mesmo que seja no mesmo site. Ou que da próxima vez que entrares num site não tenhas que levar com todas aquelas barras de aviso que tens que aceitar os cookies. 😅

O que são Cookies

O problema é que a maioria dos Publishers e produtores de conteúdo vivem de publicidade nos seus sites. Quando os sistemas de publicidade não conseguem injetar esses cookies no nosso navegador, a publicidade não é dirigida. Logo, apenas levamos com aquele tipo de publicidade generalizada que não é nem bem paga aos Publishers, nem é interessante para nós.

Deve ser por isso que eu agora vejo muita publicidade para pensos higiénicos e de lingerie. 🤔

Implicações do Bloqueio dos Cookies pelos Navegadores

Então quando se fala de programmatic ainda mais complicado se torna sem sistema de cookies. Porque para o algoritmo funcionar a sério, necessita dessa ativação e poder licitar automaticamente mediante o nosso target e consumo de conteúdo.

Talvez seja por isso que surgiu a notícia que o grupo Axel Springer na Alemanha foi um dos que mais se melindrou com a situação. Afinal, se acreditarmos na informação que vem sendo pública, desde que o Firefox tornou esta definição de bloqueio por defeito, os Publishers viram as suas receitas cair uns 15%. Isso pode prejudicar gravemente qualquer produtor de conteúdos quando já se está a viver com dificuldades.

Já antes se tinha verificado este tipo de problemas com o Safari quando a Apple optou por bloqueio automático de cookies também. Mas como o browser não tem assim tanta expansão, não seria tão notório.

Que podem tanto os Publishers como os operadores de programmatic fazer entretanto?

Bem, estão a redirecionar budgets para onde ainda conseguem obter inventário, mas sendo a tendência de cada vez mais os cookies ficarem obsoletos enquanto forma de tracking, há que encontrar soluções alternativas.

 

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Dados e Métricas em Marketing Digital – Em que Confiar?

24/09/2019 by Rui Nunes Deixe um comentário

É certo que uma das principais vantagens do Marketing Digital, para além de podermos ter resultados mais rápido sempre foram os dados e métricas que conseguíamos obter. Essas métricas poderiam nos dizer em tempo real, se uma campanha ou ação estava a decorrer de forma satisfatória ou não.

Ora, desde então, os profissionais de marketing sempre se basearam nesses dados para tomar decisões. Investir mais ou menos, validarem os seus KPI’s (Indicadores de Desempenho) e no fundo justificarem as suas ações perante os stakeholders.

Ao longo dos anos e com especial incidência nas contínuas notícias sobre dados mal interpretados ou mesmo fraudulentos, essa confiança tem sofrido um abalo significativo. Investimentos brutais podem ter ficado invariavelmente perdidos porque os KPI’s a que se apontavam podiam estar a ser mal interpretados ou mesmo errados de todo. De repente, a tabela de excel que parecia mostrar um nível satisfatório, estava em derradeiro negativo.

Isto, especialmente porque a maioria destas notícias se referem a entidades sobre as quais recai o grosso dos budgets de marketing digital de hoje em dia. Nomeadamente Facebook, propriedades Google ou mesmo players de programmatic por exemplo. O que é certo é que os profissionais de marketing não se sentem “seguros” em relação aos dados que obtêm.

E essa desconfiança começa a tomar proporções significativas na medida em que tomam decisões.

O que Fazer Quando nos Falham os Dados?

Análise de Dados e Métricas

Primeiro que tudo há que definir os dados que não dependem de terceiros. Ou seja, quais dados ou métricas poderá ter mais razão para confiar? Normalmente são os seus dados internos. São as vendas que conseguiu atingir num determinado período. São os contactos de potenciais clientes que conseguiu registar. É o feedback que obteve da sua equipa baseada no que os seus clientes comentam. São inúmeros fatores, mas são dados que estão do lado da sua marca e não dependentes de dashboards e métricas que não controla.

Outra solução passa por ter várias entidades que monitorizam os mesmos dados de forma a poder cruzar os mesmos e verificar se existe idoneidade do que está a analisar. Mas mesmo esta solução não é à “prova-de-bala”. Se os dados que estão a analisar tiverem a mesma origem controversa ou menos clara com scams bem elaborados, poderão estar a contabilizar de igual forma. Ou seja, não é inteiramente culpa de um ou outro provedor.

Aliás, acredito que cada network queira acima de tudo providenciar um bom serviço e providenciar valor aos seus clientes. É a única forma de serem sustentáveis a longo prazo. No entanto, são responsáveis sim de almejarem sempre a melhoria dos seus algoritmos e tecnologias para atingir dados cada vez mais credíveis. Alguma displicência ou menor cuidado poderão estar na origem da grande disparidade verificada nas métricas do Facebook e que levou alguns anunciantes a processarem o gigante das redes sociais.

Encontre as discrepâncias e trabalhe sobre as mesmas. Costuma-se dizer que “no meio estará a virtude” e assim será nesta análise dos vários resultados.

Foco nos Resultados que Interessam

Há certos dados que são mais difíceis de não ser reais. São eles os de interação concreta com a sua marca na forma de vendas, pedidos de orçamentos, leads, etc. Se esse volume está de facto a acompanhar a linha de crescimento verificado nos restantes, será mais um indicador de correção.

Outra análise passa por uma linha de feedback por toda a sua organização. Em que os colaboradores possam assim expor a origem de cada venda ou interação mediante a conversa com o cliente. Se existir essa rotina de inserção de dados, poderão providenciar dados legítimos sobre o sucesso de determinadas ações.

Faça uma lista de todos aqueles valores que sabe que serão os mais verdadeiros possível no que respeita o seu negócio. Baseie-se nesses valores para verificar se o investimento que está a efetuar, de facto, está ou não a aportar mais negócio.

No fundo, é tudo simples matemática. 😉

Se tem mais alguma experiência neste contexto a adicionar basta comentar aqui embaixo. Estamos aqui para isso!

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Quando Product Placement de uma Marca faz sentido

28/06/2019 by Rui Nunes Deixe um comentário

https://www.youtube.com/watch?v=vouCPDHbjTI

O Product Placement pode ser muito cheesy ou inapropriado. E por vezes até faz um nó no estômago de tão forçado. Mas quando faz todo o sentido estar associado ao conteúdo que estamos a consumir naquele momento, torna-se um win-win para todos.

Foi o que aconteceu com esta promo da série Stranger Things da Netflix onde a Coca-Cola se insere como parte integrante do ambiente.

Agora, o que não deixa de ser impressionante é o canal da Coca-Cola com uma produção diária de vários conteúdos. É uma verdadeira máquina de vídeos em várias línguas para abranger todos os mercados chave para a marca.

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10 Dicas Imperdíveis para Melhorar as Vendas Online

31/08/2017 by Rui Nunes Deixe um comentário

Recentemente, a Kwanko produziu um infográfico que visa ajudar os retalhistas online a melhorarem a sua eficácia nas vendas das suas lojas online.

Completo e bastante informativo, aposto que se seguires todas as recomendações, terás resultados no aumento das vendas e acima de tudo no lifetime value do teu cliente. [Ler mais …]

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Num Mundo de Overload de Conteúdo Como Conseguimos Atenção?

12/08/2016 by Rui Nunes Deixe um comentário

Ainda na senda do artigo anterior, voltamos a tocar numa tecla similar. Qual a “commodity” mais escassa neste momento no mundo digital?

Se respondeu ATENÇÃO, estará certo. Caso tenha respondido qualquer outra resposta… hummm!

A questão é que o mundo está cheio de informação literalmente na ponta dos nossos dedos e além de ser simples chegar à mesma, ainda é completamente gratuita na maioria das vezes. Então como é que podemos concorrer de igual para igual com poderosos grupos que podem produzir conteúdo de qualidade em grandes quantidades? E concorrer com as toneladas de clickbait, títulos inventivos e incentivos para captar a atenção das pessoas faz com que cada vez fiquem mais selectos na escolha do canal ou meio a quem irão ter confiança para “gastar” esse precioso tempo. [Ler mais …]

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A Killer App que já vem Instalada em todos os Smartphones

02/08/2016 by Rui Nunes 1 comentário

Todos falam de Pokémon. Como está a crescer de forma estrondosa, destronando redes sociais tais como o Twitter, Pinterest e mesmo prejudicando o fluxo de receitas de gigantes como o Facebook ou o Google. Está a mudar a atenção diária que damos às restantes coisas e o tempo despendido à procura de criaturas virtuais. Chamem-me doido.

Se existe uma commodity que é realmente escassa e limitada é… tempo!

Todos temos exatamente a mesma quantidade de tempo todos os dias para gastar naquilo que consideramos mais importante ou ao que dedicamos a nossa melhor atenção. Alguns escolhem passa-lo a dormir, festejar, trabalhar, estar com a família… ou a fazer nada. Entre aquilo que uma pessoa considera importante, existem imensas pequenas rotinas. Algumas destas rotinas é o que verificamos no nosso aparelho móvel.

Vamos focar nesse aspecto por um momento: o seu telemóvel, que por sua vez se está a tornar uma parte híbrida do seu corpo. Mesmo no seu ecrã de telemóvel completamente atulhado de apps e pastas, na realidade apenas verifica duas ou três aplicações de forma regular baseando-se nas suas necessidades e hábitos. Por isso o objetivo final de qualquer marca é ser uma dessas aplicações, certo?

E se… pudesse atingir a sua audiência de forma transversal, através de um sem fim de sistemas operativos, aparelhos, versões de apps e até estar disponível em desktops ou através de qualquer navegador web? Vá lá Rui, acho que está a viajar na maionese… [Ler mais …]

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