A Importância do Copy em qualquer Plataforma

Escrita

Foto gentilmente cedida por Ramunas Geciauskas

Já é sabida aquela célebre história de um cego que tinha um cartaz com a frase “Por favor, ajude-me, sou cego!”, um publicitário quando o viu assim tão infeliz pelas misérias que ia recebendo, reflectiu e escreveu algo diferente no cartão indo-se embora pouco depois, deixando o pobre cego com muito mais pessoas a aderirem ao seu pedido de ajuda. Na verdade tinha escrito a mesma coisa mas por outras palavras: “Hoje é Primavera, e eu… não posso vê-la!”.
Existem várias versões, mas a ideia está clara. O que quero reforçar é que tudo depende da forma como devemos comunicar para que tenha maior ou menor efectividade.

O que é que mudou na forma como estava a frase escrita anteriormente e como ficou depois alterada? Principalmente cinco coisas:

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Mitos das Redes Sociais

Redes Sociais

 

É tão comum ver a descrença dos Administradores face às redes sociais, quando se tenta levar a empresa do século XX para o próximo nível. A maior parte refuta que existe realmente vantagem em ter uma presença online nessas ditas redes sociais. Vêem mais prejuízo que benefício em estar com qualquer iniciativa.

A questão é: Quem os pode censurar?

Razões apontadas pela Administração para não estar nas redes sociais

Senão vejamos:

  1. Não existe uma medição credível e eficaz que demonstre a relação directa de um esforço nas redes sociais ao aumento de vendas dos seus produtos ou serviços. Pelo menos na sua maior parte.
  2. Estar presente significa estar mais exposto e consequentemente estar vulnerável a ser mais assolado com questões por vezes difíceis de controlar.
  3. Nas redes sociais não existe controlo de comunicação. O utilizador é rei e senhor!
  4. Como justificar a retirada de investimento de outros meios mais tradicionais para enveredar por algo tão novo e que ainda não tem resultados comprovados?

A questão é que todas estas perguntas também se poderiam fazer em relação aos ditos meios mais tradicionais. Quem consegue medir com toda a sua veracidade, a influência da Televisão, ou da Rádio, ou da Imprensa, ou mesmo de uma acção de Relações Públicas? Existem estatísticas, é certo, mas as estatísticas também existem do lado das redes sociais.

Solução para Mudar a sua Forma de Pensar

Aliás, o método mais eficaz para convencer o corpo de administração a investir neste meio até é bastante simples. Basta tirar um screenshot de uma pesquisa por keywords a reflectir a empresa e isso irá assombra-los.

Porquê?

Porque não é necessário estar com uma presença online para que falem de nós. No entanto, é necessário tê-la para poder responder com credibilidade e poder virar a situação a seu favor. A questão não é se vão ou não falar de nós nesses meios porque é mais do que certo que cedo ou tarde isso acontecerá. A questão é se podemos estar presentes de modo a poder ter o privilégio de poder reforçar ou refutar qualquer referência à nossa marca no momento apropriado.

Quais os Custos Iniciais de ter uma Presença Online nas Redes Sociais?

Bem, depende da tua estratégia. Se a intenção for apenas de marcar a sua presença online nessas redes com intuito de poder comunicar de forma institucional e pode estar presente para responder a questões dos seus clientes, a queixas ou mesmo a agradecer pelos bons comentários, então não é assim tão oneroso, porque não é necessário ter uma pessoa a 100% dedicada a isso.
Mas isso é tão limitativo para uma verdadeira dinamização do potencial das redes sociais.
Se tens possibilidades para tal, deverias dinamizar essa presença online de uma forma transversal.

O que eu defendo é que não tem de haver separação entre investimento no site, nas redes sociais, nos blogs, no vídeo sharing, e restantes meios online, assim como não se tem uma ruptura face à comunicação na televisão, rádio, imprensa, outdoor. De uma vez por todas, a integração terá de ser assumida. As mesmas pessoas andam pela rua, ouvem a sua estação favorita, vêm a sua série televisiva preferida, entram nos seus sites e blogs diários, conversam com a sua rede de amigos e contactos, e assim consecutivamente. Não são propriedade de apenas um meio.

Por isso mesmo, quando se elabora uma campanha de comunicação para o offline, também deve ser pensada a forma como irá ser comunicada online. Deve se respeitar tanto os meios tradicionais como os novos media. Somente assim terá um marketing consistente.

Mas para que o possas fazer, tens que compreender algo essencial nas redes sociais. Uma presença nesta rede tem de ser “social”. Ou seja, não pode ser um bot a despejar notícias. Tem de ser um ser humano que discute, intervém e opina como um ser humano. Somente assim faz sentido estar presente neste meio.

E agora, para resumir, reafirmo que não tem de ter custos acrescidos com estabelecer uma presença nas redes sociais. Basta ter alguns minutos diários para estar presente, ter um acesso constante à mesma através de smartphone, portátil, ou qualquer outro meio para poder contestar em tempo real ou no mais breve espaço temporal possível. É importante ter uma boa atitude e vontade de marcar a diferença.

Mas se não tiveres essa disponibilidade ou vontade, nem tem ninguém na sua equipa que o possa fazer, por favor, contrata uma empresa ou um profissional experiente nestas iniciativas.

A questão é que por vezes, em vez de ter más presenças o melhor é não estar de todo.

Qual a tua opinião sobre o caso? Partilha a tua experiência…

Falas facebookês?

Facebook

 

Ontem mesmo estive no Palácio da Bacalhôa em Azeitão e assisti a uma situação bastante caricata. Um casal estava a ver o seu smartphone e simplesmente riam da sua própria ignorância ao não entender o que o seu filho tinha colocado numa actualização do status dessa feed da rede social do momento. Claro que no final e com algum esforço e imaginação lá entenderam a codificação utilizada, mas levou o seu tempo para se adaptarem e compreenderem o que ele queria dizer.

Também falas a linguagem dos teus consumidores?

Não falo apenas de compreender a nova forma de escrever, cada vez mais sinóptica e codificada, mas sim se adaptas a comunicação à linguagem que os teus consumidores utilizam regularmente entre si, que utilizam para se expressar nos diversos meios à sua disposição, sejam fóruns, blogs, conversas de amigos, cartas, etc. Não apenas nas redes sociais, mas sim em tudo o que exploras enquanto canal de comunicação.

Apesar de desejarmos ter apenas uma mensagem e que sirva para todos, poupando trabalho e tempo de preparação, a efectividade de uma comunicação dirigida e adaptada a cada nicho que pretendemos atingir é significativamente melhor.

Daí, que primeiramente deverás entender onde estão os teus consumidores que pretendes atingir e a melhor forma de comunicar com os mesmos de modo a obter o retorno que ambicionas.

1. Se vais comunicar no facebook não deves utilizar a mesma linguagem e interacção que utilizas no twitter ou no linkedin por exemplo.
2. Se vais utilizar um email podes subdividir essa mensagem e personalizar cada conteúdo a cada target específico com a linguagem mais apropriada.
3. Se vais publicar num blog, ou no site corporativo terás outra forma completamente distinta de o efectuar.
4. Até as empresas de Relações Públicas mudam a comunicação que efectuam em cada meio e adapta os seus press-releases ou contactos consoante o conhecimento que têm de cada um desses meios.

A ideia é que alteres a mensagem, criatividade e conteúdo consoante o público-alvo que pretendas atingir e ter a certeza que cada meio que vais utilizar é diferente e deve ser tratado como tal.

Dá trabalho? Dá.
Demora mais tempo de desenvolvimento? Demora.
Torna-se mais oneroso inicialmente? Pode acontecer que sim, mas os resultados tendem a compensar largamente.

Qual a tua opinião?

A Fórmula para uma Ação Viral

ScreenShot do Anúncio da Brastemp

 

Eu estava a navegar e no Twitter recebi um link de uma pessoa que estou a “seguir” que me levava a um vídeo do YouTube sobre uma campanha publicitária que correu extremamente bem em São Paulo no Brasil. Vi, adorei e decidi inclusive efectuar um artigo sobre essa campanha. Já ponderaste sobre a viralidade desta acção?

Uma simples ideia, um acordo publicitário com algumas rádios de São Paulo e depois simplesmente esperar acontecer. E aconteceu. A Brastemp, marca do universo Whirlpool associada a esta acção, beneficiou tremendamente com efeitos “onda” que ainda não terminaram de se movimentar.

Aqui deixo o vídeo da acção:

Mas o que foi importante para dar certo?

3 ASPECTOS ESSENCIAIS

  1. A ideia. O criativo ou equipa criativa por trás desta ideia está de Parabéns. Há que criar ruptura se bem que o termo será mais disruptivo com o status quo para criar notabilidade e reconhecimento. Fazer tudo exactamente como todos estão a fazer não destaca, apenas aumenta o número de mais do mesmo. Há poucas coisas que inspirem mais a viralidade de uma acção preparada que a emoção, o apelar ao sentimento e de preferência que seja unânime por uma vasta maioria de pessoas nos seus vários géneros, crenças e culturas. O sorriso é um justo vencedor.
  2. A equipa de Marketing da Brastemp. Sem o risco inerente de efectuarem uma acção deste género nunca teria saído do papel onde muitas ideias residem até uma corrente de sucessivas aprovações a façam ganhar vida. Há que ter a coragem de enveredar pelo risco de comunicação, tendo em mente o benefício da marca. Parabéns!
  3. As pessoas. As pessoas aderiram. As pessoas quebraram a difícil barreira à qual se impõem todos os dias para se defender de ataques ao seu EU, para abrirem um sorriso, arriscarem o ridículo perante o próximo e no final verificarem que não são os únicos. Que as outras pessoas também estão ali na mesma situação que ela. Essa descoberta é só por si origina o Sorriso mais aberto que podemos conseguir. Afinal não está só… há uma ligação. E essa ligação propaga-se pelos “Retweets”, pelas partilhas nas restantes redes sociais, por publicar nos seus blogs, nos seus perfis digitais, por falar com os amigos no café, ao mostrarem o vídeo nos seus telemóveis, comentarem o que se passou à família, partilharem o calor…

É isso que gera essa viralidade. Só para o demonstrar, este vídeo foi publicado a 10 de Novembro e já tem à data de ter publicado este artigo mais de 1 milhão e 400 mil pageviews. Fora os restantes efeitos virais em blogs e restantes redes sociais.

Uma boa ideia que teve a “coragem” de sair do papel!

27
Dez 2010
AUTOR Rui Nunes
CATEGORIA

marketing, Vídeo

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Desperdício de Marketing

Screenshot do Site Alfa Romeo

 

Como pode isto suceder nos dias que correm? Os budgets estão cada vez mais reduzidos e as oportunidades são cada vez mais difíceis de alcançar, mas mesmo assim  ainda nos abandonamos ao desperdício! E porquê?

Vou apresentar estes exemplos práticos:

Site internacional da Alfa-Romeo.

O site está bastante apelativo a inspirar sensações e desejo pelos seus produtos. A Alfa sempre foi muito boa nesse aspecto. No entanto, certas situações saltam à vista.

  • Primeiro, os primeiros resultados no motor de busca quando digitamos “Alfa Romeo Giulia” são uma série de outros sites que não o original.
  • A navegação no site não é nada intuitiva e leva o seu tempo a conseguirmos encontrar o que procuramos.
  • Se procuramos notícias que saíram sobre a marca temos que realmente penar para a encontrarmos e quando encontramos ao invés de aproveitar esse interesse e sugerir que o utilizador se registe para receber uma newsletter sobre a marca, isso nem sequer é possível. Se existe, não consegui encontrar no seu site o que só por si é uma falha igual.
  • Quando estamos a ver um vídeo-show de um dos modelos (neste caso escolhi o Mito), não existe uma forma simples de recomendar o vídeo seja por email, facebook, twitter ou qualquer outra forma mais user-friendly.
  • Bom e a lista continua incessantemente…

É pena, porque gosto muito da marca e gostaria de me manter actualizado sempre que possível.
O que poderia ter feito para estar mais adaptada às tendências actuais?

  • Ter um site todo em Flash é muito interessante, mas há que ter em conta a vertente prática tão ou mais importante para obter os melhores resultados. Se obtiver um sistema com código mais aberto e mais “amigo” dos motores de busca obterá com certeza melhores posicionamentos.
  • Também o facto de ter formas de divulgação e partilha através de redes sociais ou media embeded também iria ajudar e de que maneira à sua autoridade como a fonte mais fiável deste tipo de conteúdos em relação à sua marca. Assim também controlará de melhor forma o que se espalha e como se espalha sobre os seus produtos.
  • A navegação é por demais importante num site, daí que terá que ser realmente transparente a forma como se posiciona o conteúdo e a melhor forma de o obter. Que se faça testes e mais testes com grupos de estudo para se chegar aos melhores compromissos.
  • A criação de um blog sobre a marca é algo quase intuitivo dado que uma marca que pretende ser emocional também tem de ter uma forma de interacção e de constante input de conteúdo com carácter redactorial e de opinião. Algo que se pretende que seja praticamente pessoal. O lado humano da marca. Assim, mais facilmente veriam o seu conteúdo a ser partilhado por mais bloggers e interessados, ao mesmo tempo que melhora radicalmente o seu posicionamento SEO, permitindo igualmente a subscrição optimizada por RSS.
  • A criação de perfis em redes sociais a nível mundial é hoje em dia imprescindível. Na pesquisa que efectuei no Twitter por exemplo apenas encontrei uma página relativamente oficial do Alfa Romeo Giulietta e da Holanda. Já o Facebook está melhor representado, no entanto pouco apela à interacção.
  • Outra situação imprescindível é ter uma newsletter dado que assim poderão enviar com uma certa regularidade, informação dos seus produtos a quem está verdadeiramente interessado na mesma. Em nenhum lado da sua página consegui encontrar com facilidade essa possibilidade.

Ao não utilizar todas estas formas de dinamizar a sua relação para com os potenciais interessados, estão a desperdiçar boa parte do investimento que já fazem em publicidade institucional e nos meios tradicionais e de display.

Site da Virgin

Screenshot da Virgin.com

Agora escolhi esta opção da Virgin para se poder ter uma ideia de como complementa muitos destes meios de empatia e relacionamento com os seus clientes.

  • A sua navegação é bastante clara e intuitiva apesar de ser reconhecidamente um grupo complexo com inúmeros negócios distintos.
  • A primeira parte do site tem inclusive uma forma bem prática e efectiva de subscrever informações da empresa e estar sempre actualizado quanto às suas comunicações.
  • Também em plena evidência encontra-se o blog do presidente do grupo, Richard Branson que se apoia no seu carisma para a identificação do seu grupo.
  • Se virmos este artigo, no seu blog, denotamos que a partilha por todos os meios disponíveis é uma preocupação e uma característica.
  • Assim como os perfis em todas as redes sociais são uma prioridade e tem mesmo equipas próprias a responder a todas as questões que se apresente nestas mesmas redes.

Cabe-te agora seguir uma outra outra estratégia. Qual consideras a mais proveitosa?