Nova Timeline do Facebook: Porque te Deve Importar?
Esta semana tivemos uma novidade que veio ter um impacto considerável na forma como poderemos considerar o status quo do grafo online das nossas actividades e na interação que teremos com as marcas daqui em diante.
Claro que estou a falar do novo interface do Facebook apresentado pelo próprio Zuckerberg. Mas se fosse apenas novo design e interface seria muito monótono. A questão é por demais importante para deixar passar em claro. E no que concerne este blog, prende-se com previsões e tendências para as marcas estarem em foco com o seu público-alvo. Ler mais →
O Lado Cego do Marketing nas Redes Sociais em Portugal
Desta vez vou expor um caso prático nas redes sociais, bastante claro.
Muito se tem falado em investimentos avultados em redes sociais, especialmente para conseguir uma lista de fãs consideráveis, em ter o tão aclamado “engagement” dos seus seguidores. As marcas querem e têm inúmeras agências e empresas para lidar com toda esta tendência.
O investimento efectuado em conseguir novos clientes é muito superior que a sua manutenção. Já o obter novos consumidores que estão à procura de produtos dos quais tem no seu portfolio torna-se ainda mais pertinente. Ler mais →
Vantagens de Comunicar Numa Nova Rede Social
O Facebook é o Rei das Redes Sociais a nível mundial. Ninguém se aproxima dos seus números de utilizadores. Tem vários concorrentes, como o Twitter, Google+, Linkedin, Pinterest e mais uns quantos que de alguma forma vão acumulando também utilizadores, mas a uma escala de crescimento mais reduzida se bem que depende da data de nascimento de cada projecto. Se compararmos, neste momento o Pinterest será a rede com maior volume de crescimento com uma adesão absolutamente estrondosa.
Se ainda quisermos comparar com a vertente Mobile, o Instagram foi notícia não apenas pela sua compra avultada por parte do Facebook, mas também porque foi a plataforma social que mais downloads da aplicação móvel registou em apenas 24 horas, quando se lançou na plataforma Android. Um estrondoso 1 Milhão de Downloads em apenas 1 dia. Ler mais →
O que devemos aprender com a crise Airbnb?
Já muito se tem falado do caso Airbnb uma empresa digital em que torna o aluguer de um apartamento ou uma casa muito conveniente ao poder faze-lo através de dispositivos móveis ou que estejam ligados à internet. Na verdade, o problema que se abateu sobre esta empresa recentemente lançada por uma equipa de jovens empreendedores com o apoio de uma incubadora de startups deve-se apenas a um pequeno erro de iniciativa ou neste caso de Relações Públicas que prejudicou e muito a sua imagem em termos globais.
Não é que os seus serviços tenham tido problemas técnicos ou que tenham directamente lesado alguém. Nada disso. Na verdade, eu comentei no lugar apropriado da polémica publicada por um meio internacional em que não acreditava que na verdade a empresa tivesse qualquer responsabilidade que não fosse o de apoiar moralmente a lesada no sucedido.
Em resumo, um cliente Airbnb utilizou os seus serviços para alugar um loft de uma proprietária que colocou o seu imóvel nesse directório e por razões ainda desconhecidas, destruiu com indícios de malvadez todo o imóvel deixando a sua proprietária à beira de um ataque de nervos.
Google+ e o que representa para a tua estratégia de comunicação
Desde que fui convidado na semana passada para aderir ao novo Google+, nova rede social provida pelo gigantesco motor de busca Google para se centrar como maior rival do líder Facebook, experimentei a maior parte das suas funcíonalidades, mas acima de tudo experimentei a forma como eventualmente mais vai ser utilizada pelos seus utilizadores e no que isso implica para a tua comunicação!
Primeira análise do Google+
Quem pensa em ter milhares de fãs nos seus perfis do Google+, estará muito enganado. Isto porque desde a sua concepção, foi pensado para ter uma pequena lista de verdadeiros amigos ou interessados. O Circles (nome dado aos agrupamentos de amigos por afinidade ou temática) permite um determinado número de “seguidores” mas nunca incita a adesão massiva de utilizadores.
No fundo privilegia a relevância das ligações ao invés do número detido! Penso que aqui acaba um pouco aquela forma de medição do género: “olha, olha, o meu é maior do que o teu” que ainda hoje vigora no Facebook apesar de já ser sabido que o número de seguidores não significa na verdade maior engagement e retorno para a marca.
Formas de actuação do Google+
Tudo começa pelo perfil publico que na verdade a maior parte dos utilizadores já possuía através da utilização de vários sistemas do Google tais como o Gmail, o Google Reader, o Picasa, entre outros! Portanto a adesão torna-se extremamente fácil e simples, bastando apenas aceitar mais alguns termos de serviço.
Depois, aproveita os contactos que já tens na tua lista de contactos ou através dos emails trocados no Gmail para logo sugerir potenciais ligações para o já falado Circles.
Este Circles vais produzindo segmentos de ligações tais como amigos verdadeiros, os que conheces apenas pela internet, a família, os apenas conhecidos ou os que não confias muito, mas queres manter contacto. O benefício claro é que de cada vez que publicas alguma coisa, sejam status updates, publicação de fotos ou de localização podes escolher a todo o momento com quem mesmo queres partilhar e não apenas publicar na tua timeline para todos poderem ver como exemplo do Facebook.
Por outro lado, para aderir e pedir adesão ao teu perfil enquanto “amigo” não carece da tua permissão. Basta adicionar e já podem seguir os comentários que publicaste em perfil publico.
O Sparkles permite adicionar temas pelos quais sentes interesse para depois poderes partilhar mais facilmente pela tua rede de amigos.
Mas o que tem sido a jóia da coroa tem sido a ferramenta Hangout que tem permitido vídeo-conferências múltiplas com um grupo de amigos ou pessoas escolhidas a dedo. Essa ferramenta tem tornado tudo bem mais interessante e originado bom feedback por parte dos utilizadores. Talvez por isso, o Facebook anunciou a parceria com o Skype para promover situações similares.
Como podes utilizar o Google+ como estratégia de comunicação da tua marca?
Deve-se salvaguardar que neste momento, a plataforma ainda está em beta e nem sequer tem determinações oficiais sobre como as marcas podem interagir com os seus potenciais clientes nestas redes.
No entanto, existem algumas funcionalidades que podem ser utilizadas para melhorar a relação que tens para com os teus clientes. Por exemplo, podes colocar filtros que te alertam sobre menções que fazem de ti de forma publica na web e interagir quase de imediato para solucionar os seus problemas. Quase um CRM próprio em versão social para resolver questões mais simples e melhorar a performance do buzz word que correrá na web sobre ti ou a tua marca.
Podes certamente criar conteúdo para ser facilmente partilhado pelos utilizadores e facilitar os seus comentários se for pensado para tal. Por exemplo, instigar a troca de impressões.
Mas acima de tudo não podes forçar nada que as pessoas não queiram pela sua natureza comunicar. Certamente lá chegaremos com passatempos em que incitam a clicarem no celebre botão +1 mas uma das coisas em que penso que o Google+ se destaca é que no fundo estamos a falar da tua reputação. Por muito que te incitem a fazer algo, se souberes que depois fica para sempre ligado ao teu perfil publico pensas duas vezes e tornas-te mais responsável.
Resumo do Google+
No fundo, o Google+ é uma ferramenta ainda em fase beta e portanto virgem em que a experimentação é palavra de ordem, mas algo podemos ter em conta neste momento. Não se trata de comunicação massiva, mas segmentada, personalizada, adaptada sempre e constantemente.
Com isso, pensa em como podes comunicar respeitando os teus potenciais clientes e dinamizadores da difusão da tua marca.
Cria já o perfil da tua marca, faz uso do pouco utilizado Places, assim como cria um blog e faz relação com a forma como podem partilhar a informação sobre a tua marca ou produto. Aproveita para que estejas na linha frente quando verdadeiramente despontar em popularidade.
E tu? Já criaste o teu perfil? Não consegues porque ainda não tiveste convite para o private beta? Envia-me um email a solicitar e eu convido-te. Quantos mais entrarem mais chances temos de experimentar e conseguir ficar a saber mais…
E se o Google lançar um Serviço de Email Marketing?
Que aconteceria ao MailChimp e CampaignMonitor, entre outros, se o Google decidisse lançar um Serviço de Email Marketing?
Foi-me perguntado por Twitter na semana passada esta pergunta e não pude deixar de trocar outras impressões dando-me conta que aqui estava um óptimo tópico sobre o qual me prolongar do que apenas em 140 caracteres.De facto, o Google está efectivamente apetrechado para poder produzir um sério candidato a concorrente directo dos sistemas puramente dirigidos ao email marketing tais como o MailChimp e CampaignMonitor.
Tem Recursos
Os recursos são fantásticos tanto em termos de equipas humanas como em infra-estrutura. Com bastante facilidade poderiam construir uma plataforma robusta de envio, tracking e funneling de campanhas de email marketing!
No entanto, fazer com que funcionasse e tivesse um bom score de campanhas fora da sua rede era outra história! Isto porque aqui residem anos de experiência por parte das empresas que lidam com as entregas a nível mundial e por multiplataformas. Know-how é crucial.
Claro que sempre podem “comprar” esse conhecimento. Adquirindo profissionais já com esse expertise e o poder económico ajuda a “acelerar” todo o processo de recuperar o avanço dos anteriores percursores do caminho demonstrado.
Sabes o que é o Groupon? Um Sistema de Email Marketing!
Muito se tem falado sobre o Email Marketing ter morrido, mas o que é um facto é que ele está mais vivo do que nunca. Apenas talvez tenha que passar por um re-branding para se demarcar das campanhas de “morte anunciada” de que tem sido alvo ao longo destes últimos meses.
O que é de facto o Groupon?
Esta é daquelas empresas que mais tem sido falada na webosfera do último ano. Muito devido à notícia da recusa da oferta do Google pela sua compra no valor de 6 mil milhões é certo, mas também porque tem crescido de uma forma tremenda e acima de tudo, tem conseguido demonstrar que tem um modelo de negócio que dá mesmo revenue.
Mas de que se trata mesmo este modelo de negócio e em que medida é que isso pode ser interessante para a tua marca?
Sob o meu ponto de vista não se trata de algo diferente de um programa de Email Marketing extremamente apurado e com efeito viral intrínseco. Resumindo, é puro Email Marketing.
Senão vejamos:
- É criado um incentivo e uma mais valia para que a pessoa se registe ao obter de imediato um crédito interessante que pode reverter numa compra.
- Ao estar registado, tem de imediato acesso à Promoção do Dia que por sua vez está interligada com a Escassez da mesma. Ou seja, é dado um determinado tempo limite para poder adquirir esse desconto interessante ao mesmo tempo que lhe é indicado que se um determinado número de aderentes não comprar também não poderá conseguir essa promoção. Ou seja, cria escassez e incentivo para divulgação e compra de imediato.
- É-lhe enviado um email diário com a Promoção do Dia, acompanhado por pequenos links para eventuais outras Promoções do seu interesse.
- E tudo volta ao início…
Não é isto o bom velho marketing de incentivos? Não será esta uma ferramenta que vive em cima de uma lista de subscritores devidamente incentivados e com target bem definido?
Groupon nas Redes Sociais
Sim, o Groupon e outros modelos similares também estão nas redes sociais, mas apesar de não ter dados concretos sobre conversões algo me diz que não será daí a grande fatia diária de vendas das suas Promoções. Na verdade, penso que nem sequer têm forma de retribuir a oferta de um determinado valor se não for através do sistema interno do seu site de envio a um amigo. Ou seja, o processo via email.
Sim, tem alguma profusão viral via botão “Like” por exemplo, mas em termos efectivos, duvido muito que seja o grande percentual de vendas diárias. Penso que isso poderá ser modificado no futuro, mas não é o que tem conseguido que a Groupon seja a cereja que todos querem colocar no seu bolo. O que tem feito este projecto tão “delicioso” é a sua ferramenta de envio de alertas por email diariamente, segmentada por região.
Como Podes ter um Groupon Próprio?
Bem, é bastante simples na verdade. Basta seguir algumas regras próprias de qualquer boa estratégia de marketing:
- Crias um produto/serviço de informação sobre um tópico que seja realmente uma mais valia para os que te irão receber regularmente na sua inbox.
- Providencias realmente bom conteúdo, seja teu ou de empresas externas que sejam adequadas ao teu target, para que te mantenhas sempre relevante e activo(a).
- Sê regular. A Groupon envia diariamente, mas podes sempre ter uma cadência semanal ou quinzenal.
- Segmenta. Antes de qualquer envio, tenta segmentar a tua base de contactos face aos seus interesses, região, idade, etc. Aquilo que de alguma forma vai tornar o teu conteúdo mais relevante e interessante para os mesmos.
- Dá Incentivo. Seja através de uma promoção, seja de um desconto, ou (e este é o meu preferido) através de conteúdo valioso na forma de um eBook ou de um documento que nos seja uma mais valia óbvia.
- Cria Escassez. Apesar de quereres que seja uma venda contínua dos teus produtos pensa que se criares um tempo limite para a oferta a um preço especialmente mais baixo durante aquele tempo inicial, vai criar uma necessidade premente de aproveitar aquele desconto naquela altura, ou caso contrário perde a oportunidade. As pessoas necessitam destes pequenos impulsos para tomar a decisão, mesmo quando aprecia um determinado produto ou serviço.
- Torna tudo muito fácil de concluir. O processo de compra do item deve ser rápida, fluida e sem qualquer ponto de distracção. Testa e volta a testar até afinares tudo ao ínfimo pormenor.
- Aproveita a Oportunidade de seres Recomendado(a). Dá-lhe um valor monetário ou de outra índole para uma próxima compra se te recomendarem aos seus amigos e assim aumentares de forma orgânica a tua base de contactos.
- Cumpre as boas regras do Email Marketing e nem sequer penses em fazer SPAM.
Descontos e Promoções Avulso
A forma de trabalhar da Groupon é através de Promoções, cortes de preço, Ofertas Especiais, etc. O problema dessa forma de divulgação e incentivo é que eventualmente vais atrair o tipo de pessoas que eventualmente não será o mais interessante para ti. Fazer a diferença pelo preço talvez não seja o mais indicado para ganhar cota de mercado e clientes fieis, se depois vais querer implementar os teus preços normais.
Daí que o meu método preferido é através de conteúdo relevante. Se trouxeres valor em termos de informação tens sempre carta branca para enviares a tua mensagem e te tornares interessante o suficiente para seres reencaminhado para outros potenciais interessados.
Com certeza não vinculei aqui todos os métodos que se podem aplicar nos mesmos moldes, daí que estás livre de partilhar as tuas sugestões aí em baixo nos comentários. Está aí para isso mesmo.
Como Aproveitar a Geo-Localização no Marketing
Como já deve ser do teu conhecimento, os players do momento, Google e Facebook, apenas para citar alguns, estão a focar grande parte dos seus desenvolvimentos na temática geo-localização e sem sombra de dúvida será a tendência dos próximos anos.
No fundo é quase um retornar às origens. Antes foi o paradigma de pensar em abranger o mundo, agora a ideia é depois de chegar a todo o lado, conseguir ser relevante localmente.
Empresas que começaram muito recentemente como o Foursquare, Gowalla e o ícone do marketing local Groupon são os porta estandartes de uma corrida que se prevê de fundo.
Mas Qual a Importância da Geo-Localização para o Teu Negócio?
Bem, seja qual for o teu modelo de negócio, a geo-localização é de suma importância. Repara que não tens necessariamente de ter uma loja aberta ou um escritório local onde necessites de atingir apenas essa zona. Sim, essa seria a mais valia mais clara. Mas acima de tudo, trata-se de identificar targets, de identificar possíveis compradores a partir de mais uma condicionante que neste caso é a sua localização geográfica mais precisa.
Imagina que queres apenas comunicar com pessoas que naquele momento estão a entrar num IKEA ou numa Decathlon e fazem o chamado check-in (activam o identificador de local em alguma destas redes mencionadas acima), podem obter de imediato uma informação relacionada com esse mesmo local ou entidade.
Imagina As Possibilidades
Reiterando o exemplo anterior, imagina que ao entrar no IKEA tens de imediato um voucher de 5% na compra de um determinado produto do dia. Este é o exemplo mais claro e possivelmente o mais perceptível de imediato. No entanto, podes utilizar esse mesmo check-in para indicar que a Moviflor tem uma promoção bem mais interessante, o também chamado Marketing de Guerrilha.
Mais ainda, podes ter um negócio online que não tem necessariamente de ser um espaço físico para assim mesmo conseguires obter uma segmentação mais abstracta. Por exemplo, determinados utilizadores que estão a fazer check-in num determinado local, por si só pode ser significativo do seu tipo de interesses e logo, ser relevante para a tua estratégia de marketing. Por exemplo, um visitante de uma loja Apple tem um tipo de mentalidade ou de perfil diferente de um visitante da loja Rádio Popular, por exemplo. Não é linear porque existe assim mesmo uma certa abrangência, mas não deixa de ser indicativo.
Mas não sejamos também tão restritos a espaços físicos identificados mas também ao seu espaço geográfico. Um utilizador que conseguimos identificar numa cidade com aeroporto poderá ter maior propensão a achar interessante a venda de bilhetes para um desconto especial na companhia aérea X, do que um que está naquele momento numa aldeia do interior.
Mais Um Nível de Segmentação
No fundo trata-se de mais um nível de informação que podes integrar no teu marketing plan. Na tua estratégia de presença online. Aprende como obteres o melhor retorno estando atento ao desenvolvimento destas iniciativas.
Quais as tuas ideias a respeito? Já utilizas algum destes meios de geo-localização? Assim de repente vêem-me várias à cabeça, mas gostaria de saber qual utilizas e se utilizas. Obrigado!
Mitos das Redes Sociais
É tão comum ver a descrença dos Administradores face às redes sociais, quando se tenta levar a empresa do século XX para o próximo nível. A maior parte refuta que existe realmente vantagem em ter uma presença online nessas ditas redes sociais. Vêem mais prejuízo que benefício em estar com qualquer iniciativa.
A questão é: Quem os pode censurar?
Razões apontadas pela Administração para não estar nas redes sociais
Senão vejamos:
- Não existe uma medição credível e eficaz que demonstre a relação directa de um esforço nas redes sociais ao aumento de vendas dos seus produtos ou serviços. Pelo menos na sua maior parte.
- Estar presente significa estar mais exposto e consequentemente estar vulnerável a ser mais assolado com questões por vezes difíceis de controlar.
- Nas redes sociais não existe controlo de comunicação. O utilizador é rei e senhor!
- Como justificar a retirada de investimento de outros meios mais tradicionais para enveredar por algo tão novo e que ainda não tem resultados comprovados?
A questão é que todas estas perguntas também se poderiam fazer em relação aos ditos meios mais tradicionais. Quem consegue medir com toda a sua veracidade, a influência da Televisão, ou da Rádio, ou da Imprensa, ou mesmo de uma acção de Relações Públicas? Existem estatísticas, é certo, mas as estatísticas também existem do lado das redes sociais.
Solução para Mudar a sua Forma de Pensar
Aliás, o método mais eficaz para convencer o corpo de administração a investir neste meio até é bastante simples. Basta tirar um screenshot de uma pesquisa por keywords a reflectir a empresa e isso irá assombra-los.
Porquê?
Porque não é necessário estar com uma presença online para que falem de nós. No entanto, é necessário tê-la para poder responder com credibilidade e poder virar a situação a seu favor. A questão não é se vão ou não falar de nós nesses meios porque é mais do que certo que cedo ou tarde isso acontecerá. A questão é se podemos estar presentes de modo a poder ter o privilégio de poder reforçar ou refutar qualquer referência à nossa marca no momento apropriado.
Quais os Custos Iniciais de ter uma Presença Online nas Redes Sociais?
Bem, depende da tua estratégia. Se a intenção for apenas de marcar a sua presença online nessas redes com intuito de poder comunicar de forma institucional e pode estar presente para responder a questões dos seus clientes, a queixas ou mesmo a agradecer pelos bons comentários, então não é assim tão oneroso, porque não é necessário ter uma pessoa a 100% dedicada a isso.
Mas isso é tão limitativo para uma verdadeira dinamização do potencial das redes sociais.
Se tens possibilidades para tal, deverias dinamizar essa presença online de uma forma transversal.
O que eu defendo é que não tem de haver separação entre investimento no site, nas redes sociais, nos blogs, no vídeo sharing, e restantes meios online, assim como não se tem uma ruptura face à comunicação na televisão, rádio, imprensa, outdoor. De uma vez por todas, a integração terá de ser assumida. As mesmas pessoas andam pela rua, ouvem a sua estação favorita, vêm a sua série televisiva preferida, entram nos seus sites e blogs diários, conversam com a sua rede de amigos e contactos, e assim consecutivamente. Não são propriedade de apenas um meio.
Por isso mesmo, quando se elabora uma campanha de comunicação para o offline, também deve ser pensada a forma como irá ser comunicada online. Deve se respeitar tanto os meios tradicionais como os novos media. Somente assim terá um marketing consistente.
Mas para que o possas fazer, tens que compreender algo essencial nas redes sociais. Uma presença nesta rede tem de ser “social”. Ou seja, não pode ser um bot a despejar notícias. Tem de ser um ser humano que discute, intervém e opina como um ser humano. Somente assim faz sentido estar presente neste meio.
E agora, para resumir, reafirmo que não tem de ter custos acrescidos com estabelecer uma presença nas redes sociais. Basta ter alguns minutos diários para estar presente, ter um acesso constante à mesma através de smartphone, portátil, ou qualquer outro meio para poder contestar em tempo real ou no mais breve espaço temporal possível. É importante ter uma boa atitude e vontade de marcar a diferença.
Mas se não tiveres essa disponibilidade ou vontade, nem tem ninguém na sua equipa que o possa fazer, por favor, contrata uma empresa ou um profissional experiente nestas iniciativas.
A questão é que por vezes, em vez de ter más presenças o melhor é não estar de todo.
Qual a tua opinião sobre o caso? Partilha a tua experiência…
Falas facebookês?
Ontem mesmo estive no Palácio da Bacalhôa em Azeitão e assisti a uma situação bastante caricata. Um casal estava a ver o seu smartphone e simplesmente riam da sua própria ignorância ao não entender o que o seu filho tinha colocado numa actualização do status dessa feed da rede social do momento. Claro que no final e com algum esforço e imaginação lá entenderam a codificação utilizada, mas levou o seu tempo para se adaptarem e compreenderem o que ele queria dizer.
Também falas a linguagem dos teus consumidores?
Não falo apenas de compreender a nova forma de escrever, cada vez mais sinóptica e codificada, mas sim se adaptas a comunicação à linguagem que os teus consumidores utilizam regularmente entre si, que utilizam para se expressar nos diversos meios à sua disposição, sejam fóruns, blogs, conversas de amigos, cartas, etc. Não apenas nas redes sociais, mas sim em tudo o que exploras enquanto canal de comunicação.
Apesar de desejarmos ter apenas uma mensagem e que sirva para todos, poupando trabalho e tempo de preparação, a efectividade de uma comunicação dirigida e adaptada a cada nicho que pretendemos atingir é significativamente melhor.
Daí, que primeiramente deverás entender onde estão os teus consumidores que pretendes atingir e a melhor forma de comunicar com os mesmos de modo a obter o retorno que ambicionas.
1. Se vais comunicar no facebook não deves utilizar a mesma linguagem e interacção que utilizas no twitter ou no linkedin por exemplo.
2. Se vais utilizar um email podes subdividir essa mensagem e personalizar cada conteúdo a cada target específico com a linguagem mais apropriada.
3. Se vais publicar num blog, ou no site corporativo terás outra forma completamente distinta de o efectuar.
4. Até as empresas de Relações Públicas mudam a comunicação que efectuam em cada meio e adapta os seus press-releases ou contactos consoante o conhecimento que têm de cada um desses meios.
A ideia é que alteres a mensagem, criatividade e conteúdo consoante o público-alvo que pretendas atingir e ter a certeza que cada meio que vais utilizar é diferente e deve ser tratado como tal.
Dá trabalho? Dá.
Demora mais tempo de desenvolvimento? Demora.
Torna-se mais oneroso inicialmente? Pode acontecer que sim, mas os resultados tendem a compensar largamente.
Qual a tua opinião?


