Complexo de Startup Não Paga Dívidas
Já o diz o ditado que “Tristezas não Pagam Dívidas” e o mesmo se poderá dizer de que ter um “Complexo de Startup não Paga as Dívidas”. Penso que é simples de entender, mas vou-me dar à liberdade de explorar melhor este conceito se me permites.
De Onde Vem o Complexo de Startup e o que Significa?
Primeiro que tudo, vou clarificar melhor o que entendo por uma Startup quando tive a “brilhante ideia” de fazer esta reivindicação. Startup neste conceito em que baseei é uma pequena empresa formada por 1 ou poucas mais pessoas, com pouco fundo de maneio e cashflow, onde não incluo aqui as fundadas por Venture Capital com algumas dezenas de milhões de dólares como é óbvio. Lutam com uma paixão insana por garantir que o seu projecto vai ganhar terreno e garantir a sua quota parte no mundo empresarial, inspirando e por sua vez alimentado pela energia de todos os elementos da equipa para que dê certo. Ler mais →
Corrida Para o Fundo vs Percepção de Valor
Estas últimas semanas só se tem falado de Redes de Supermercados que fizeram descontos que apelidam de Queima de Mercado, de Compra de Seguidores (fãs ou Followers, como lhes quiserem chamar) e de que o novo Governo da França vai revolucionar tudo e voltar a ser um gastador exímio. Enfim, um resumo mais ou menos lato sobre as notícias dos últimos dias.
Mas há algo que me suscitou maior atenção particularmente nas últimas semanas e que não está directamente relacionado com estes temas acima. Ou provavelmente até está.
Tanto me chamou a atenção que decidi que fosse o meu tema central nas Conversas de Fim de Tarde promovidas pela AMD e na qual vou modestamente participar para lançar o mote: Será que o pricing será o factor preponderante quando delineamos o nosso posicionamento? Ler mais →
Quando a Tendência de Mercado é Fazer o Bem
Imagem original no Flickr. Autor Kristina Alexanderson.
De repente há um leve movimento na água ao cair um leve seixo lançado por alguém à beira do lago. Uma perturbação na quietude da manhã, que alerta o melro que canta na árvore contígua que deixa de cantar para olhar com ar de surpresa para quem estava a interromper a sua serenata.
O que começou por ser um pequeno seixo inocente a cair nas águas calmas do lago outrora cheio de pequenos chilreares e displicentes sapos, passou a ser uma ruptura completa. As ondas de choque do seixo impulsionaram a água em toda a sua amplitude. Os pássaros pararam o seu canto, os sapos mergulharam na água escura, os peixes procuraram protecção e os grilos e cigarras suspenderam a sua actividade. Silêncio absoluto. Ruptura! Ler mais →
Vantagens de Comunicar Numa Nova Rede Social
O Facebook é o Rei das Redes Sociais a nível mundial. Ninguém se aproxima dos seus números de utilizadores. Tem vários concorrentes, como o Twitter, Google+, Linkedin, Pinterest e mais uns quantos que de alguma forma vão acumulando também utilizadores, mas a uma escala de crescimento mais reduzida se bem que depende da data de nascimento de cada projecto. Se compararmos, neste momento o Pinterest será a rede com maior volume de crescimento com uma adesão absolutamente estrondosa.
Se ainda quisermos comparar com a vertente Mobile, o Instagram foi notícia não apenas pela sua compra avultada por parte do Facebook, mas também porque foi a plataforma social que mais downloads da aplicação móvel registou em apenas 24 horas, quando se lançou na plataforma Android. Um estrondoso 1 Milhão de Downloads em apenas 1 dia. Ler mais →
Quando o Meu Marketing Digital É Maior Do Que o Teu
Vamos imaginar que sou um escritor de romances literários, um verdadeiramente mau. Assim não estaremos muito longe da verdade. Pelo menos na parte do mau.
Mas peço alguma condescendência para que possa expor uma fantasia tirada de uma mente insana. Ler mais →
A Crise é a Melhor Coisa que nos Aconteceu
Não me interprete mal, a crise não é desejável nem apreciada por ninguém racional. A questão é que ela é precisa pontualmente para fazermos uma análise mais profunda sobre o que realmente importa na nossa vida. Seja de um forma pessoal ou profissional.
Por isso é que ao fim de bastante tempo de interregno, abordo de novo este Blog de Marketing. Ler mais →
Workshop De Marketing Directo e Digital – Review
Na passada quinta-feira tive a honra de estar presente no evento “Power Up Your Direct & Digital Marketing Workshop” que decorreu em Lisboa e que contou com as presenças dos profissionais oradores Michael Leander, André Novais de Paula, João Ribeiro e Rui Nunes (eu próprio) para partilhar a experiência e case studies a um grupo de marketers com interesse em aprofundar os seus conhecimentos nestes tópicos.
Está claro de que há muita informação e boas práticas que podemos obter quando se juntam vários profissionais experientes para partilhar os seus conhecimentos. Mesmo para alguém que já tenha muitos anos nestes meios como é o meu caso, há sempre algo que nos surpreende e nos traz mais dados para assim nos fazer progredir ainda mais. É por isso que considero estes eventos uma mais valia para qualquer profissional de marketing.
Por muito que consideramos saber sobre determinados conceitos, há sempre algo que aprendemos de novo ou certas soluções que anteriormente ainda não tínhamos tido o privilégio de obter.
Em resumo, estamos sempre a aprender!
Workshop Sobre Marketing Directo e Digital em Lisboa
É já no dia 10 de Novembro que irá ser realizado o melhor Workshop Prático de Marketing Directo e Digital com alguns dos profissionais mais experientes e respeitáveis do sector, em Lisboa.
Serão 6 horas de casos práticos, insights e boas práticas com 4 dos mais experientes profissionais dentro das suas áreas. É um evento bilingue em Inglês e Português onde serão abordados todos os temas que farão com que os teus esforços no marketing directo e digital obtenham um forte crescimento exponencial.
Temas Abordados e Preço Especial para os Leitores do Blog de Marketing
Entre os vários temas abordados destacam-se os seguintes:
- Criar as Bases para que o Seu Site esteja Adequado para Obter a Melhor Performance.
- Adquira Leads de Forma Efectiva.
- Social Media Acquisition e Retention.
- Como Tornar a sua Estratégia de Marketing Digital e Offline Confluente.
- Como Melhorar a sua Estratégia de Email Marketing.
Profissionais Intervenientes
Mas A Lei Diz Que Eu Não Faço SPAM
Continuação dos Artigos “O Que Pode Ser Pior Que Marcarem A Tua Mensagem Como SPAM?” e “Quem Faz SPAM“.
Segundo a lei portuguesa de comunicações electrónicas, que está a ser aproveitada por diversas entidades para se “vestirem” da luz divina de santidade, desde que os endereços electrónicos estejam disponíveis publicamente (por exemplo em fóruns e outros sítios web), podem ser utilizados para comunicação desde que exista uma forma de anular a subscrição. No que diz respeito a emails empresariais ou relativos a empresas, comerciais, etc, ainda é mais aberta e pode mesmo ser efectuado sem necessidade de qualquer consentimento. A única salvaguarda das pessoas é estarem inscritas na listagem pública de NÃO QUERO RECEBER PUBLICIDADE, providenciada pelo Estado Português. Mas isso levanta uma série de questões também não completamente esclarecidas. A principal é que quase ninguém tem conhecimento de que existe, logo não a utiliza.
O problema para quem acha que está “safo” é que para as entidades internacionais envolvidas, como as associações internacionais de listagem de SPAM (à qual a maioria das entidades – empresariais e outras – vão refrescar as suas listas de bloqueio), não querem nem saber se é legal ou não em Portugal faze-lo. As consequências vão ser exactamente as mesmas, porque se assume internacionalmente que as pessoas têm que previamente autorizar através de um registo num formulário e concordar em receber informação dessa entidade. O célebre Permission Email Marketing.
Se pensa que com bases de dados empresariais estaria confortável, desengane-se porque até a maioria dos diversos sistema de envio de emails massivos de permissão como o Mailchimp, ExactTarget, Aweber e muitos outros, nem sequer permitem emails de empresas como geral@nomedaempresa.com ou info@nomedaempresa.com porque sabem que não interessa tanto a legalidade da situação, mas sim o que os receptores vão considerar quando recebem essas mensagens.
Resumindo…
…quando se faz as contas conforme fiz inicialmente, deve se contabilizar não apenas o custo imediato, mas também o que pode suceder a médio e não muito longo prazo. Se fizermos as contas de novo, penso que a fórmula seria algo deste género:
1. Para quem quer COMPRAR uma BD e efectuar os seus próprios envios:
(custo de adquirir a BD) + (custo do sistema/software) + (custo da penalização dos ISP’s) + (custo de penalização de estarem a bloquear inclusive os teus emails profissionais regulares) + (custo de penalização do domínio do teu site) + (custo de penalização no posicionamento dos motores de busca) + (custo de ver o teu site bloqueado por um browser) + (custo da péssima imagem)… bem, a lista continuaria, mas penso que dá para ter uma ideia.
2. Para quem quer ALUGAR uma BD e deixar que façam os seus envios, sem ter conhecimento de como foi angariada:
(custo de alugar a BD) + (custo do envio) + (custo da penalização dos ISP’s) + (custo de penalização de estarem a bloquear inclusive os teus emails profissionais regulares) + (custo de penalização do domínio do teu site) + (custo de penalização no posicionamento dos motores de busca) + (custo de ver o teu site bloqueado por um browser) + (custo da péssima imagem)… bem, a lista parece quase igual, porque na verdade, é!
3. Para quem quer ALUGAR uma BD e deixar que façam os seus envios, assegurando-se de que a forma de angariação foi com permissão prévia e que fazem as melhores práticas do meio:
(custo de alugar a BD) + (custo do envio) … bem, a lista não parece igual, porque na verdade, não é!
É como diz o ditado. O que é barato, por vezes sai caro! Ui, parece cliché, porque na verdade é mesmo. Mas tão certo como sempre.
Depois de todo este discurso é mais do que evidente que toquei em muitos pontos nevrálgicos, logo é importante a troca de ideias e de pontos de vista. Se tens opiniões contrárias ou até concordas com o que foi dito, faz questão de te expressares para que todos beneficiemos da discussão e troca de ideias. Só assim podemos crescer e fazer evoluir o mercado.
Quem Faz SPAM
Continuação do artigo “O Que Pode Ser Pior Que Marcarem A Tua Mensagem Como SPAM?”
Quem Faz SPAM
O que mudou bastante é QUEM hoje em dia comete a ligeireza ou a torpeza de efectuar SPAM. Aqui estão algumas das circunstâncias que alteraram o status quo:
- Até há pouco mais de 2 anos atrás, poucas pessoas ou empresas tinham conhecimento, os recursos técnicos ou estrutura para terem sistemas de envio de emailing que conseguisse passar por cima dos filtros criados. Requeria acima de tudo praticamente uma equipa com know-how específico e isso tornava todo o processo mais complicado.
- Também até recentemente, os softwares mais utilizados para envios massivos para estas práticas de uma forma económica funcionavam através de computadores que utilizavam as linhas de ligação à internet providenciadas para o mercado residencial ou empresarial apesar de terem restrições. Tornava-se perigoso faze-lo, sob pena de removerem a linha de acesso por práticas não recomendáveis.
- Mas havendo este mercado ávido por utilizar um meio extremamente rentável, originou a que se democratizassem formas de utilizar sistemas ou softwares web-based que faziam quase toda a gestão de envio e que permitiu que qualquer pessoa com um pouco mais de conhecimentos técnicos pudesse começar a efectuar envios de email em massa.
- Isso também permitiu que se criassem supostas empresas com estruturas reduzidíssimas mas com software que permitia esses envios em massa poderem fornecer esses mesmos serviços não apenas para os seus produtos ou serviços, mas também a marcas externas como um serviço de marketing.
- A forma de obter os endereços de email também se tornou cada vez mais fácil, através de softwares que procuravam os mesmos através de mecanismos automatizados nas páginas públicas existentes nos sites quando comentamos artigos na web ou fóruns.
O que tudo isto provocou é que hoje em dia, qualquer empresa, seja uma marca internacional ou mesmo uma PME, bastando para tal fazer uma pequena pesquisa de mercado e consegue obter facilmente uma lista de base de dados ou um sistema que lhe permita enviar a sua comunicação. O SPAM banalizou-se hoje em dia.
Já não é reduto apenas dos vulgares Viagras ou de Instrumentos de Aumento dos Orgãos Sexuais, nem das Redes Multinível, nem de Casinos Online, que de alguma forma não se preocupam tanto com a imagem que transmitem ao mercado.
Hoje em dia, marcas que estávamos habituados a ver em televisão, rádio, outdoors e que prezam a sua imagem de marca (ou pelo menos pensaríamos que assim seria), arriscam optar pelos preços mais baratos do mercado e sem indagar como foram adquiridas essas bases de dados. Simplesmente enviam as suas comunicações através desses serviços porque consideram que isso não as irá prejudicar pois não são os emissores físicos dessas mensagens. Os nomes de domínio emissores não são das marcas que comunicam, portanto estão salvaguardados.
ERRADO!!
O que se passa verdadeiramente é que podem atingir irremediavelmente a sua performance digital, já para não falar do óbvio ataque à sua imagem de marca. Mas em termos práticos, o que pode suceder como penalização imediata?
Conforme eu disse no início do artigo, muito mudou. Já não são apenas os ISP’s a controlarem as acusações de SPAM. Também já não são apenas os provedores de email a faze-lo. Também já não são apenas as listagens de SPAM internacionais que podem prejudicar o teu site. Na verdade são todos os mencionados atrás e mais uns quantos novos players que passo a descrever:
- As organizações que recebem as acusações de SPAM, que anteriormente monitoravam apenas os IP’s dos emissores, hoje em dia, controlam igualmente os links que estão nessas mensagens. Portanto, se o link estiver a apontar para o teu site, o que faz todo o sentido enquanto meio de comunicação, também estarás listado como o SPAMMER.
- Os próprios navegadores começaram a criar sistemas que verificam essas indicações que são partilhadas por diversas entidades e simplesmente podem barrar o teu site com avisos de potencial sistema malicioso quando alguém tenta aceder. Repara no que isso poderá fazer para a imagem que as pessoas terão da tua empresa, da tua marca e do teu site.
- Os provedores do teu servidor web são imediatamente alertados e têm indicações para, se confirmada a violação, desligarem o teu sistema e ficas com o site offline. Atenção, para isto suceder terá que haver indicações de SPAM credíveis com direito a rectificação ou justificação por parte da tua empresa em como tinhas o direito de envio dessas mensagens ao teu subscritor.
- A estratégia de SEO também poderá ficar afectada pois o algoritmo dos motores de busca hoje em dia estão a avaliar de forma igualmente importante a reputação de cada domínio e acusações deste género em termos negativos podem prejudicar de forma bastante grave o teu posicionamento nos motores de busca. Não existe uma coerência ou declaração oficial de que isso pode suceder, mas os rumores apontam para que isso esteja a suceder um pouco por todo o mundo, com sinais inequívocos dessa prática.





